quarta-feira, 11 de abril de 2012

Te querer é um mal, eu sei...

Não faz muito tempo desde a última vez que lhe chamei de 'meu'. E desde esta última vez, venho me perturbando, e não me deixo em paz, pensando no "porque" de eu não ter conseguido fazer você permanecer aqui, ao lado meu. Você bem sabe o quanto te amo, mas não consegue suportar, que alguém dependa de você pra sorrir, não é? E esse alguém, por acaso, sou eu. Você não pode contar quantas noites dormi com os olhos enchados de tanto chorar. De verdade, pensei que seria passageiro. Algo como todas as outras vezes, onde você voltaria, mas desta vez não foi assim. Eu não te vejo mais, e por mais que eu mande torpedo, atrás de torpedo, sinto que estou bancando a pedra no sapato. Não querer que você vá embora é muito? Não querer ter que esquecer minhas lembranças, teu sorriso, seu olhar, seu toque... É muito? Você, na certa, não sabe o que estou passando, não sabe o que é sentir esta dor que esmaga o peito, e faz com que por segundos o maior desejo seja morrer para que tudo passe. Eu não consigo contar o tempo, porque a cada segundo que se passa vejo toneladas de lama, caindo sob sonhos que construi, onde você estava incluso. Me desculpa por não ser forte, me desculpa por não te orgulhar. Eu só queria estar contigo agora, deitada na sua cama, ouvindo tua respiração enquanto você dorme, mas devo estar sonhando alto demais, certo?  [...]

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